sexta-feira, 13 de dezembro de 2019


Brasil vê mídia digital crescer e 331 veículos jornalísticos serem extintos

Dados do Atlas da Notícia 3.0
Mídia impressa perde 195 marcas
Brasil tem hoje 11.000 veículos
Digital perto de alcançar impresso
Há 3.487 ‘desertos de notícias’

A mídia impressa foi a que mais perdeu marcas: 195 veículos foram fechados. Apesar disso, segue sendo o 2º maior meio de comunicação do Brasil

A 3ª edição do Atlas da Notícia –base de dados criada para mapear as empresas produtoras de jornalismo no Brasil– mostra que 331 veículos jornalísticos foram extintos no Brasil, dos quais 195 (60%) foram da mídia impressa. Os dados indicam avanço da revolução da mídia digital e seu impacto sobre a circulação de exemplares em papel dos jornais, que seguem em queda vertiginosa desde 2014, como mostrou levantamento produzido no mês passado pelo Poder360.
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O Atlas da Notícia é uma iniciativa do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo) e é inspirado no projeto America’s Growing News Deserts, da Columbia Journalism Review, com o financiamento do Facebook, por meio de seu programa FJP (Facebook Journalism Project).
O período de análise do fechamento dos veículos não foi registrado pelo levantamento. Segundo o Projor, por se tratar de 1 projeto novo, a comparação anual para esse tipo específico de dado será possível apenas em futuras edições da pesquisa.

Atualmente, segundo o Atlas da Notícia, existem 11.833 empresas que produzem jornalismo no Brasil, considerando todas as plataformas de comunicação (impresso, digital, rádio e TV). As emissoras de rádio formam o maior grupo: são 4.195 (35,5% do total). Em 2º aparecem os jornais e revistas impressos, somando 3.429 (29%) veículos. O tradicional papel já está perto de ser alcançado pelo digital. Veículos on-line reúnem 3.051 veículos (25,8%). As emissoras de TV somam 1.158 (9,8%).
As mais de 11.000 empresas de jornalismo estão presentes em 2.083 municípios, que abrigam 171,2 milhões de pessoas, o que corresponde a 82% da população brasileira.
Apesar do alto número, ainda há 3.487 municípios (62,6%) “desertos de notícias”, ou seja, que não tiveram registro de  veículos jornalísticos no Atlas de Notícias. Nas localidades, vivem 37,4 milhões de brasileiros, 17,9% da população.
Outros 1.074 municípios (19,2%) são “quase desertos”, ou seja, lugares com até 2 veículos e em risco de se tornarem desertos. Nas localidades, vivem 27,5 milhões de brasileiros, 13,2% da população.

QUEDA DE VEÍCULOS BRASILEIROS


Levantamento do Poder360, mostra que houve perda de 10% da tiragem dos principais jornais do país. Os dados são de dezembro de 2014 a outubro de 2019.
As curvas das circulações impressas mostram uma fotografia clara de ser entendida, como neste gráfico a seguir:

Em destaque, o grupo Globo está em processo de redução de gastos e de restruturação institucional focada em criação e produção de conteúdos digitais. Resultado: demissões que podem atingir cerca de 4.000 funcionários.
Além das demissões, veículos impressos do grupo estão sendo extintos. A versão impressa da revista Galileu, por exemplo, será descontinuada e a publicação permanecerá 100% digital. A revista Época também corre risco de ser extinta no início de 2020.
Outro gigante da comunicação, o grupo Abril está em processo de recuperação judicial. Em 5 de dezembro, a empresa vendeu a unidade de negócios Exame. A revista foi arrematada em leilão pelo BTG Pactual por R$ 72,3 milhões –que era o lance mínimo estipulado no certame.

Fonte: Poder360


O que as mudanças do Google dizem sobre o futuro da mídia digital?

Digital partners preparados para essa mudança possuem audiências próprias e exclusivas, qualitativas e legais, além de tecnologia para expandi-las

ProXXIma
13 de dezembro de 2019  


Por Essio Floridi 

 Nos últimos dias, o Google anunciou duas importantes mudanças na maneira de comercializar mídia. A partir de 2020, a gigante americana vetará o uso de dados contextuais em sua plataforma e, neste mesmo ano, ela deve abandonar a oferta de serviços gerenciados, reservando sua ação ao oferecimento de tecnologia. Essas decisões não apenas impactam o ambiente digital, como também anunciam uma nova era para o mercado e definem o perfil dos players que serão imprescindíveis no futuro.

Menos informação, mais segurança

A primeira decisão do Google foi a de excluir as categorias de dados contextuais em bid requests durante os leilões programáticos. O motivo, segundo o post liberado por Chetna Bindra, Gerente de Produto do Google com foco em confiança do usuário e privacidade, é o comprometimento com diferentes autoridades de proteção de dados pelo mundo. Para quem usa a plataforma de forma autônoma ou livre de tecnologia, é uma perda. Dados contextuais servem para identificar a essência da navegação de uma audiência e, assim, criar todo um ambiente de comunicação propício à conversão pela inserção de um anúncio próximo a um assunto que o favoreça.
Mas, como já vem sendo discutido, parceiros digitais que trazem insights, mais do que tecnologia, são fundamentais. Isso porque o contexto não é decisivo para o sucesso, mas a escolha e o tratamento das audiências são. Digital partners preparados para essa mudança possuem audiências próprias e exclusivas, qualitativas e legais, além de tecnologia para expandi-las e experiência para definir, junto com o anunciante, as personas que devem ou não receber esse tipo de impacto. Também é responsabilidade desse tipo de player aproveitar o conhecimento do anunciante ao máximo – integrando dados CRM às campanhas e medindo com o analytics, por exemplo -, garantindo que essas pessoas sejam impactadas apenas pelo tempo necessário para elevar a consideração da marca, pelo uso de tecnologias de tempo ideal de exposição e controle da frequência para cada audiência.
Além das audiências, também crescerá a importância dos deals com publishers confiáveis, o que permite maior precisão na veiculação programática e garantirá, em um futuro sem dados contextuais, a presença de marca em hubs estratégicos de audiência.

Confiando em parceiros

A segunda medida, anunciada pelo Google durante o último Google Marketing Partners Summit, é a de que a companhia deve deixar de oferecer serviços gerenciados (para Google Display & Video 360, Search Ads 360, Google Analytics 360 e Campaign Manager), transferindo essa responsabilidade para os parceiros. Embora o movimento não tenha data certa para acontecer, isso significa que o suporte para as tecnologias disponíveis – experts da própria companhia que ajudavam todo um ecossistema publicitário de agências, anunciantes e consultorias – , passa a deixar o auxílio na operação a cargo de empresas especialistas em suas tecnologias e certificadas.
Se, por um lado, esse é um reconhecimento público da confiança do Google em seus parceiros para o gerenciamento de serviços – entre os quais figuram nomes como Jellyfish, Accenture, Delloite e Mightyhive -, é também um sinal do nível de autonomia e de maturidade atingidas pela mídia digital globalmente. Isso permite que o Google se dedique ao desenvolvimento de plataformas, em vez de serviços.
Olhando pelo ângulo da escolha do parceiro digital, essa medida também revela mais uma tendência: para o Google, o caminho do marketing digital é a eliminação total de silos. Ao confiar em parceiros que trabalham com o stack completo da empresa e recomendá-los ao mercado, a empresa transmite que, mais importante que saber usar uma tecnologia é saber integrá-la às outras, construindo uma visão precisa e completa da marca no mercado.
Grandes mudanças estão por vir e essas medidas acompanham as tendências de mercado. Chegamos a um momento em que a marca deseja entender o consumidor como um todo, e o consumidor deseja escolher quais informações a marca saberá sobre ele. Neste movimento, um parceiro é fundamental para não só captar essas informações, mas trabalhá-las, garantindo que a marca entenda o que realmente importa sobre o cliente: suas motivações, expectativas e como surpreendê-lo positivamente.


Publicidade deve desacelerar em 2020

Relatório do GroupM aponta que taxa de crescimento não deverá passar de 4% nos próximos anos

Crescimento do mercado publicitário deve variar entre 3% e 4% até 2024, de acordo com relatório da GroupM (Crédito: Reprodução)
Por Lindsay Rittenhouse, para o AdAge
As previsões do GroupM, empresa de mídia e publicidade do WPP, prevê uma desaceleração mundial no crescimento da publicidade a partir de 2020, à medida em que a economia enfraquece.
Compilado por Brian Wieser, que chegou à WPP como presidente global de business intelligence em fevereiro, o relatório estima que a publicidade global (excluindo anúncios políticos dos Estados Unidos) encerrará o ano com percentual de crescimento de 4,8% — menos portanto que os 5,7% registrados em 2018. Além disso, o estudo prevê uma desaceleração ainda maior para 2020 e 2021, chegando a um ritmo de 3,9% e 3,1%, respectivamente. O crescimento deverá variar entre 3% e 4% até 2024, de acordo com o estudo.
De acordo com o levantamento, essa lentidão se deve ao enfraquecimento da economia global. “Embora muito pior que nos últimos anos, nós notamos que o volume seria equivalente ao ritmo de crescimento observado durante os anos de 2012 a 2014”, apontou o documento.

EUA na liderança

O relatório estima que o valor total do mercado publicitário seja equivalente a US$ 628 bilhões, em 2020, excluindo investimentos em mala direta e diretórios, o que elevaria esse valor para US$ 700 bilhões.
Os EUA continuam sendo o maior mercado de publicidade global, com US$ 246 bilhões em gastos, de acordo com o GroupM. Apesar disso, o crescimento da publicidade americana será reduzido de 7,6% em 2019 para 5% em 2020 e 3,4% em 2021, aponta o estudo.
Dividido por canais, o relatório afirma que “a publicidade relacionada à internet agora é inequivocamente o meio mais importante do mundo”. O documento prevê US$ 326 bilhões em receita de anúncios digitais, durante 2020, número superior aos US$ 294 bilhões registrados em 2019. O digital vai representar 52% do total global da publicidade em 2020, representando crescimento de 11%.
A taxa global de anúncios em televisão terá declínio de 3,6% em 2019, afirma o relatório. Esse dado não inclui a propaganda política nos EUA, que subiria essa média para 5,5%. O estudo do GroupM prevê pouco menos de US$ 170 bilhões em receita global de anúncios em TV até 2024. Mas enquanto a taxa média de crescimento foi de apenas 0,1%, em 2019, o relatório antecipa que os investimentos em TV vão chegar à 1,8% em 2020, “ilustrando que existem muitos países onde a publicidade na TV ainda está crescendo”, afirma o documento.

O efeito do streaming

Segundo o levantamento, o streaming continua ganhando força. A Netflix responde por 37% de todo o consumo desse tipo de conteúdo nos EUA, aponta o relatório, citando a Nielsen. O GroupM sugere que a Netflix possui 5% da participação em visualizações, com base nos dados da Nielsen. A empresa deve investir US$ 3,5 bilhões este ano em produção de conteúdo e US$ 5 bilhões até 2024. Junto à receita do Hulu, a Disney também deverá colocar US$ 5 bilhões anualmente em conteúdo para o Disney + até 2024.
“Para a indústria de mídia, a questão é qual será a tolerância dos donos de mídia para a queda das margens”, aponta o relatório. “Para os anunciantes, alguns elementos da televisão vão piorar porque o inventário de anúncios deve se tornar mais escasso e, provavelmente, mais difícil de conquistar. Por outro lado, onde a publicidade existe neste novo mundo – e muitos serviços de streaming vão agregar os anúncios como um elemento de seu modelo de negócio — é provável que conquiste mais consumidores engajados, potencialmente em ecossistemas mais valiosos”.
Combinadas, TV e digital representam 80% de toda a publicidade, segundo o relatório, deixando de fora o out-of-home, impresso e rádio.

Altos e baixos

O OOH representa a maior promessa entre as três mídias, com US$ 39 bilhões na receita global de anúncios, em 2019, de acordo com o relatório. O documento prevê que o crescimento do out-of-home terá desaceleração de 5,3% em 2018 para 1,8% em 2019 e depois recuperará, com crescimento de 2,5% em 2020.
O rádio, que deverá equivaler a US$ 31 bilhões em mídia este ano, vai cair 1,1% em 2019  e crescer 1,8% em 2020, excluindo a propaganda política dos EUA, de acordo com o relatório. O documento afirma que o impresso “ainda luta”. Estima-se que os jornais arrecadem US$ 39 bilhões em receita publicitária, em 2019, uma queda de 11% em relação ao ano anterior. É estimada queda de 10% a cada ano para os jornais daqui para frente. As revistas enfrentam uma ameaça semelhante, com declínio de 10% em 2019.
Qual a lição sobre isso? “Apesar dessas tendências de crescimento desfavoráveis, todos os profissionais de marketing devem avaliar regularmente as oportunidades de usar a mídia além da televisão e distribuir digitalmente suas campanhas”, diz o relatório. “Só porque um meio está crescendo lentamente ou em desacelerando não significa que não possa ser impactante para a publicidade agora ou no futuro”.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019


Abril vende Exame a BTG Pactual
Banco, que já havia adquirido a dívida do grupo por meio do fundo Enforce, confirma interesse estratégico em conteúdo financeiro
5 de dezembro de 2019  

O Grupo Abril concluiu na tarde desta quinta-feira, 5, a venda da unidade produtiva isolada (UPI) Exame, responsável por produzir revista, ativos digitais e eventos dedicados a negócios e mercado financeiro. Em leilão realizado em São Paulo, o BTG Pactual foi o único interessado a se habilitar dentro do prazo. O lance mínimo era de R$ 72,37 milhões. 

O leilão é previsto no Plano de Recuperação Judicial da Abril, por meio do qual a empresa tenta se capitalizar para abater dívidas de R$ 1,69 bilhão. Além da Exame, a sede própria da empresa na Marginal Tietê, em São Paulo, e diversos imóveis em Campos do Jordão, no interior do estado, serão leiloados no decorrer dos próximos anos.

Segundo edital do leilão, a UPI é “composta por bens, direitos e obrigações diretamente relacionados e necessários ao desenvolvimento das atividades econômicas para exploração da marca Exame”. Criada pela Abril há 52 anos, a Exame é uma das principais publicações sobre economia e negócios do Brasil. Além da edição impressa quinzenal e de seu site, também produz anuários, como o Melhores e Maiores, aplicativos e eventos, como o Exame Fórum.
Quinzenal, a Exame teve queda de 44% na circulação da edição impressa no decorrer do último ano, fechando setembro, último dado disponibilizado pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC), com média de 40,6 mil exemplares pagos. A circulação digital em setembro foi de 33,6 mil, queda de 8,17% na variação de 12 meses.
O BTG Pactual intenciona transformar a marca numa plataforma de conteúdo financeiro, no mesmo modelo que a XP Investimentos gere a InfoMoney, que a Creditas faz com a Exponencial e o C6 Bank com o Seis Minutos. Foi o fundo Enforce, ligado ao BTG, que adquiriu a dívida da Abril junto à compra de ativos pela Cavalry Investimentos, de Fábio Carvalho. A venda ainda requer aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fonte: Meio&Mensangem

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019


Compartilhamento de notícias sem leitura


Um estudo patrocinado pelo jornal The Guardian em conjunto com a agência de pesquisa Revealing Reality acompanhou, por três dias, o uso de celular de seis eleitores britânicos pinçados pelo perfil demográfico. Tudo o que fizeram no aparelho foi gravado para depois ser analisado. Perceberam um consumo muito baixo de notícias flagrantemente falsas. Encontraram, porém, títulos exagerados e textos que forçam um viés ou interpretação. E o compartilhamento de notícias ocorre frequentemente sem que usuários as leiam. Se dá pelo título ou foto. Aliás, este noticiário político é consumido como forma de entretenimento — mais notícias tornadas memes e posts de influenciadores do que matérias jornalísticas. Sites ideologicamente carregados são tão ou mais consumidos do que veículos tradicionais — e isto independe do perfil político do eleitor. O comportamento das pessoas é agressivo, frequentemente indo buscar briga em caixas de comentários de conhecidos ou provocando com postagens. Criar situações de tensão com conhecidos faz parte do comportamento político. Embora a amostra não seja estatisticamente relevante, o resultado bate com outros estudos. Mostra um consumo de informação hiperfragmentado, voltado para atiçar emoção, criando um jogo de marketing político no qual ganha quem consegue romper o bloqueio, resumindo mensagens em memes ou material de fácil e rápida absorção.

Pois é... Uma técnica dominada pela direita e ignorada pela esquerda. Não só no Brasil.


Fonte: Newsletter Meio

quinta-feira, 28 de novembro de 2019


Época e Galileu devem sair de circulação em 2020

Após demissões de jornalistas, Editora Globo deve apresentar reorganização no ano que vem, mantendo os títulos apenas no digital

A Editora Globo prepara mudanças em suas publicações para o próximo ano. Profissionais da empresa consultados por Meio & Mensagem confirmaram que, a partir de 2020 as revistas Época e Galileu passarão a contar exclusivamente com versões no digital. Procurada pela reportagem, a Editora Globo não confirmou as informações até a publicação desta matéria.
Época não será mais distribuída com O Globo

A primeira edição da revista Época circulou em 23 de maio de 1998, com 250 mil exemplares. Antes atuando de forma independente, desde o ano passado sua redação passou a operar de forma integrada com os veículos da Infoglobo – O Globo, Extra e Expresso. Na ocasião, as redações da Época em São Paulo e Brasília passaram a operar como sucursais, também integradas ao Globo e ao Extra. Um comunicado publicado na ocasião, informava que as mudanças visavam o fortalecimento editorial das marcas.
No ano passado, a Época passou a ser distribuída junto com o jornal O Globo e o Valor Econômico, para incrementar a sua circulação e atingir um novo público. Desde agosto deste ano, a Editora Globo suspendeu este movimento e a Época voltou a ser um produto único. Ainda em 2018, ela ganhou um novo projeto gráfico e editorial, em comemoração aos seus 20 anos no mercado. A publicação passou a investir em reportagens com narrativa literária, como perfis  de personagens conhecidos ou descobertos por sua equipe, e episódios de vida de personagens nacionais e internacionais. Também apostou em matérias fora do eixo Rio-SãoPaulo-Brasília.
Infoglobo e Época terão redações integradas

Em setembro deste ano, após a publicação de uma reportagem envolvendo Heloísa Bolsonaro, mulher do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a diretora de redação da revista Época, Daniela Pinheiro, pediu demissão, movimento acompanhado pelo redator-chefe Plínio Fraga e pelo editor Marcelo Coppola. Para escrever a matéria que levou ao desligamento dos profissionais, o jornalista João Paulo Saconi participou de sessões de coach com Heloísa. Em um comunicado divulgado na época, o Conselho Editorial do Grupo Globo afirmou ter sido um erro tornar a nora do presidente Jair Bolsonaro uma pessoa pública ao participar de seu coaching online.
Por sua vez, a revista Galileu está no mercado desde 1998. Ela foi lançada como uma marca de cultura geek, trazendo um conteúdo que foca na ciência para mostrar que “as coisas são como são, e não como deveriam ser”, informa o site da publicação. A Galileu tem objetivo de, além de informar, dar voz e empoderar causas importantes da sociedade e da ciência.
Segundo dados do IVC, em outubro de 2018, quando era encartada nos jornais O Globo e Valor, a revista Época contava com uma circulação mensal da edição impressa de 250.222 mil exemplares. Em setembro deste ano, já vendida individualmente, este número caiu para 91.556. No digital, a Época registrou circulação mensal de 265.382 em outubro de 2018, contra 83.972 em setembro de 2019.
Já a Galileu teve uma circulação mensal de sua edição impressa de 53.162 em outubro de 2018, também segundo o IVC, enquanto em setembro deste ano este número havia caído para 46.887. No digital, em outubro do ano passado sua circulação foi 16.851, e, em setembro deste ano, a Galileu registrou um pequeno aumento, alcançando 17.101.

Jornais

Uma série de demissões de jornalistas realizada nos últimos dias também chamaram a atenção sobre o momento dos jornais da Infoglobo. Acompanhando este movimento de redução de equipe, fontes da empresa consultadas pelo Meio & Mensagem apontaram que as mudanças na equipe terão impacto nos produtos da Infoglobo em 2020. Entre elas, deverá haver uma descontinuação do jornal popular Expresso, além de alterações nos jornais de bairros do Extra. Os suplementos de Niterói e da Barra seriam afetados, com a redução de formato e dias de circulação.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Conteúdo e opinião de usuários impulsionam

compras digitais

Estudo da Conversion aponta que 85,5% dos consumidores analisam avaliações de outras pessoas antes de comprar


Taís Farias
22 de novembro de 2019 
Produzir conteúdo de qualidade é o fator que mais torna uma marca inovadora para os consumidores. A afirmação é resultado de uma pesquisa realizada pela Conversion, agência digital especialista em performance estratégica. No levantamento, 64,1% dos entrevistados citaram o conteúdo como diferencial de inovação das marcas. O atributo superou o uso de tecnologias, assinalado por 48,4% dos respondentes.
Os usuários também indicaram o design de embalagem dos produtos (46,6%), sites modernos e práticos (44,6%) e a propaganda na internet (34,4%), como fatores que impulsionam a percepção de inovação. Para chegar a esses dados a agência ouviu, via internet, 395 pessoas, homens e mulheres, acima de 18 anos, de todo o Brasil.


Fonte: Conversion
Para Eduardo Yamashita, COO do Grupo GS&Gouvêa de Souza, o caminho para atender às demandas do público por conteúdo passa por compreender os pontos de dor do cliente. “Quando você entende o motivo pelo qual o consumidor está buscando um determinado produto, é possível criar uma comunicação muito mais assertiva para ele”, explica o consultor.

Propaganda e mídia

A pesquisa também abordou o nível de confiança dos usuários na propaganda de cada mídia. No ranking, o Google e outros buscadores despontam com 87,9% da confiança, enquanto 82,9% acreditam na publicidade da TV e 81,8% nas apresentadas em jornais e revistas impressos. As redes sociais em geral têm 71,9% da confiabilidade.


Fonte: Conversion
Nesse sentido, o levantamento mostra a influência de buscadores como canal de publicidade para as marcas, sendo um atributo importante na jornada de compra. Diego Ivo, CEO da Conversion, destaca a necessidade de que as empresas busquem a melhor maneira de se posicionar nesses sites para interagir com o público final. “As técnicas de SEO estão ganhando papel no branding das marcas”, diz Diego.

Experiência prévia do usuário

Outro ponto de destaque da pesquisa foi a relevância da opinião prévia dos usuários na decisão de compra. Quando perguntados sobre os critérios mais importantes para efetuar uma aquisição ou se interessar pela marca, 57,5% dos entrevistados indicaram as avaliações em sites e lojas — a indicação de amigos foi apontada por 51,4% dos usuários.


Fonte: Conversion
Na pesquisa, 85,8% dos consumidores também afirmaram que costumam analisar avaliações de outras pessoas antes de comprarem em lojas físicas. Esse movimento dá às empresas o desafio de incorporar as ferramentas de opinião e interagir com o feedback do usuário, como explica Diego. “Muitas marcas ainda não perceberam que o usuário também quer dar um feedback positivo”, afirma.