segunda-feira, 30 de abril de 2018


O QUE A REVOLUÇÃO DAS MÍDIAS PODE ENSINAR PARA AS EMPRESAS?

Por: Roberto Meir 

A força transformadora do consumidor digital nas novas mídias e nos veículos tradicionais é real. Veja discussão realizada no World Retail Congress


Se o varejo enfrenta a profusão de canais e novos formatos de relacionamento e transação, a mídia convencional vem sendo protagonista – vítima, na verdade – de uma revolução. Consumidores criam conteúdos e compartilham essa criação de maneiras diferentes, principalmente quando consideramos o alcance das redes sociais. E o que é possível aprender com a transformação empreendida pelas mídias atualmente, em que seu conteúdo pode fazer suas marcas e propostas de valor mais efetivas?
Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!
O painel “The new world of media: how media brands are harnessing new channels to consumers and the lessons for retail” reuniu Laura Henderson, Vice-Presidente do Buzzfeed. Xavier Romatet, Vice-Presidente da Condé Nast, Rob Newlan, CEO, EMEA Virtue Worldwide e a própria Carla Buzassi, diretora geral global da WGSN para elucidar estes e outros pontos.
Companhias da nova geração
Laura Henderson qualifica o Buzzfeed nem como mídia, nem como produto. Mas como uma empresa da nova geração. E por que? “Somos muito próximos de nossa audiência. Sabemos o que fazem, o que querem. Não por acaso, investimos na aquisição do marketplace da Quirky há dois anos”, destaca a executiva.
A lógica por trás da aquisição de um marketplace de produtos artesanais é justamente direcionar ideias e produtos necessários de forma precisa para a audiência. Um bom exemplo, segundo Laurie, foi uma empresa de velas que, com apenas US$ 500,00 foi transformada em uma empresa multimilionária.
E a Condé Nast, com seus 120 anos, pode ser considerada uma empresa de vanguarda ou da nova geração? Mudar um negócio físico e todo seu legado para um mundo digital é um desafio poderoso segundo Xavier Romatet. No caso de empresas de mídia, o desafio é amplificado, pois o modelo baseado em anúncios pagos está no fim.
Ainda assim, 50% da receita da Condé Nast vem dos anúncios, mas 50% advém de outras receitas, particularmente do digital e novos negócios. Diversificação é a estratégia-chave da empresa para ser uma “empresa da nova geração”. Hoje, a Condé Nast tem restaurantes como extensão de marca. Oferece treinamento como um negócio e até mesmo licenciamento!
A mudança é inevitável
Xavier afirma que ou a empresa muda e aceita esses novos formatos, ou o negócio não poderá sobreviver. Mas ainda assim, é necessário cuidar do balanço entre novos negócios e o legado da empresa. Uma parte fica excitada em mudar, outros precisam ser puxados, e outros não querem ver o futuro e precisam ser descartados.
Rob Newlan veio do Facebook. Segundo o executivo, quem conhece este novo mundo também está atrás de respostas. É o que dizemos sobre a ausência de referências. Ninguém tem a resposta correta. Agências não dão conta mais nem tem o privilégio de concentrar a criatividade em anúncios geniais. “Eu, do meu lado, preciso achar artistas e criativos e músicos de uma cultura e lado a lado com outros artistas disruptivos.
A experiência anterior
“Branding era a minha experiência, sempre pensei em forjar pilares sólidos de marca e ponderei sobre as muitas escolhas. por isso, sempre recomendo que uma estratégia deve sempre ser “quebrada” em pedaços pequenos, e não fazer tudo na perspectiva do produto grande.
Xavier, por sua vez, afirma que não dá mais para investir em todas as marcas. Somente onde diversificar faz sentido. “Vamos nos concentrar em dez marcas no máximo. E com sentido global.Vamos descontinuar algumas. Vogue é soberba. Pós-print e física. Competimos com FB, Google”, enfatiza a Vice-presidente. Ela recomenda que a empresa continue investindo no impresso. E poor que? O papel ainda tem uma aura para algumas marcas. vogue tem uma imagem e presença inigualáveis. Vogue é uma flagship! “A partir disso, aumentamos nossa presença digital, ampliamos a audiência e. Podemos nos dedicar a monetizar esses fãs.
Henderson ainda afirmou que o budget de marketing do Facebook é igual a zero. Tudo acontece pela natureza da própria plataforma, viral, e pela inteligência em endereçar conteúdos e ofertas certas para as pessoas certas.
Grandes lições
As lições das estratégias das mídias trazem pontos importantes para o varejo. Confira:
– Pense pequeno. Esqueça a grande ideia e sua capacidade de desequilibrar o jogo de uma hora para outra. Melhor focar em diversas pequenas e boas ideias que tragam uma permanente cultura de novidade na empresa;.
– Foque nas pessoas que estão com você. Contrate certo.
– Testar, testar, testar e aprender. Este é um processo recorrente e que deve ser a mola-mestra da construção de uma cultura inovadora. Perder o medo de errar. Lembre-se que as gerações X e boomers cresceram num formato em que tinham de obedecer e seguir as regras. Agora, a moda é quebrar as regras. E é isso que muda tudo. Pensar e ter gente que pense em como virar o jogo e quebrar as regras.

Fonte: Consumidor Moderno

segunda-feira, 26 de março de 2018


Apesar de queda geral, revistas crescem em digital
Números de 2017 do Instituto Verificador de Comunicação mostram que setor como um todo teve queda de 16% de circulação

19 de março de 2018

O ano de 2017 foi positivo para as edições digitais das maiores revistas do Brasil. De acordo com dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), entre as 16 maiores publicações do Brasil, contando mensais (dez revistas analisadas), semanais (cinco analisadas) e quinzenal (revista Exame) tiveram crescimento em sua circulação digital. Apesar disso, a maioria teve queda em seus números gerais, incluindo impresso e online, e o mercado como um todo caiu 16%.
Entre os maiores saltos digitais de 2017 está a revista Época, que cresceu 288% em digital. Também tiveram destaque Claudia (96%), Mundo Estranho (59%) e Veja (59%). A semanal segue como líder em circulação digital, com média de 355,8 mil exemplares em 2017.

Veja também foi das poucas revistas que viu seus números crescerem de maneira geral, assim como Claudia. A semanal teve alta de 9% de circulação, chegando a 1,23 milhões de exemplares em sua média de dezembro. A revista feminina teve alta 15,4% e fechou 2017 com 327,4 mil exemplares. Ambos os títulos são líderes em suas respectivas periodicidades (clique nas imagens para ver as imagens em maior resolução).
Considerando todas as revistas auditadas pelo IVC, o mercado caiu 16% em 2017 na comparação com o ano retrasado. Em 2016, a circulação média mensal foi de 6,8 milhões de exemplares mensais e, no ano passado, foi de 5,72 milhões. Há dois anos, o IVC auditou 104 títulos, enquanto que em 2017 auditou 73.

Fonte: Meio&Mensagem e IVC

terça-feira, 20 de março de 2018


Chartbeat: Data shared across all departments is key for audience strategy

Terri Walters, chief marketing officer for Chartbeat, spoke at the INMA Conference de Medios Latinoamerica about using data to develop audience strategy effectively.
“There are a lot of customers that are using data, but data means so many things,” Walters said. “There’s data on traffic, there’s data on your customer, and there are a lot of different KPIs that news organisations have.”
Organisations that are doing data best are prioritising one thing: audience.
“If you’re going to get better and use data to your best advantage, you really have to understand the content consumption patterns and the differences in those patterns by your audience,” Walters said.
She cited The Washington Post, The New York Times, and the BBC as companies that have been using data extremely well by using those audience consumption patterns.
“They’re looking at how patterns differ if you’re coming from Facebook, if you’re coming from Google, or if you’re a direct visitor to your site, who values your brand,” Walters said. “They’re understanding really what consumers are engaging with.”
There are challenges with understanding and implementing this data, Walters acknowledged. “I think being aware, and getting educated on the different data sources, is probably one of the biggest obstacles. It’s not enough for data to just sit inside the IT department or the analytics department; the business leaders of an organisation, as well as the journalists, all need to understand the vocabulary of data and figure out ways they can embed it into their workflow.”
Chartbeat works with editors and newsrooms, as well as analysts and IT departments, to help organisations talk to each other in a better way. “I think if we could solve that issue, everyone would be in a much better place,” Walters said.

About Shelley Seale


Fonte: INMA

sexta-feira, 16 de março de 2018



Big Data e Comunicação 

Big Data: grande conjunto de dados armazenados e baseado em 5 Vs: velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. Comunicação: processo que envolve a troca de informações. Estas são apenas duas definições corretas sobre Big Data e comunicação. Mas ambas são muito mais do que isso.

Amplamente utilizado em áreas como tecnologia da informação, o Big Data conta com cenários de possibilidades imensuráveis em várias frentes da comunicação (do online ao offline). Vale lembrar que o Big Data já é explorado por áreas como o marketing para a geração de leads e análise de mercado e concorrência. Caminho mais que natural.

Na comunicação ainda há uma certa resistência na aplicação do Big Data para geração de informações relevantes, conteúdos e estratégias de relacionamento com a mídia ou dela com os leitores. O Big Data depende da capacidade tecnológica – que ainda depende de um investimento significativo – e da formação humana para extrair e analisar esse mundo de dados gerados.

Big Data é a reunião de milhares de dados gerenciáveis e que estão na nuvem. Hoje tudo é um dado. Uma palavra, um comportamento, uma imagem, um vídeo, um áudio ou uma opinião. Qualquer coisa pode ser transformada em um dado. Milhares de conteúdos publicados por diferentes pessoas, governos, ONGs, empresas. Tudo isso pode ser um dado que vai alimentar o Big Data. Acredite, um sentimento expresso na internet pode ser capturado e transformado em um dado.

No mundo dos negócios o Big Data é utilizado por empreendedores para definição de estratégias e análise do mercado. Áreas relacionadas com inteligência de mercado analisam os dados para a construção de novas propostas de negócios ou para a redefinição de um produto ou serviço.

Ok. Mas como se aproveitar disso para a comunicação?

O primeiro passo é recapitularmos que hoje cada pessoa em qualquer lugar do mundo é produtora de conteúdo e responsável por gerar informação, tráfego e opinião. O público gera incalculáveis terabytes de conteúdo virtual todos os dias. Os comunicadores podem – e devem – se aproveitar disso.

Um jornalista capaz de extrair tais dados do Big Data e analisar com critério e inteligência será capaz de cruzar informações de várias fontes ao mesmo tempo, por exemplo. Mais informações e fontes geram um conteúdo aprofundando e valorizado pelos leitores. A geração de valor agregado significa mais relevância. Como consequência, o crescimento no retorno em publicidade e assinantes. Ou seja, um efeito cascata.

O Big Data pode ser aplicado também na comunicação corporativa que será capaz de avaliar e planejar ações direcionadas para o mercado do seu cliente. Nas agências de publicidade, o Big Data será capaz de alinhar a campanha com o mercado de cada cliente e delimitar ainda mais o público-alvo que será impactado.

No marketing digital ele pode ser utilizado para definição de público e insights para ações de relacionamento nas redes sociais, por exemplo. Ou, ainda, melhorar as técnicas de SEO repensando os conteúdos e os seus formatos. Uma nova geração de conteúdos pensados para a internet surge com o desembarque do Big Data na comunicação. O mobile também será repensado e terá sua performance otimizada. E tudo isso gerará ainda mais dados e informações para análise.

Evoluir é fundamental 
 
Identificar as percepções e opiniões das pessoas, levar em consideração os sentimentos, trazer índices relevantes, analisar a percepção da própria marca e dos concorrentes, mensurar o esforço da comunicação e o impacto para o negócio, desconstruir ideias já formadas e contrapor governantes. Temos uma infinidade de alternativas e possibilidades – disponíveis em tempo real – com a aplicação do Big Data à comunicação.

Dados de 2017 do Latin American Communication Monitor (LCM) apontam que menos de 20% dos departamentos e agências de comunicação já estavam implementando atividades com Big Data. Os profissionais que não utilizam o Big Data justificam que lhes falta habilidade e o tempo para analisar seu funcionamento. O LCM foi aplicado pela segunda vez na América Latina, atingindo 17 países.

A era dos indicadores qualitativos e quantitativos bate à porta dos comunicadores e pede passagem. Lá fora os jornalistas e as empresas estão colocando isso em prática. No Brasil, precisamos aprofundar o tema na área com urgência. Quem estiver disposto a buscar capacitação e conhecimento sobre o tema sairá na frente. Ou seja, se você ou sua empresa não estiverem abertos e não investirem em tecnologia e conhecimento, provavelmente serão engolidos por essa onda e perderão dinheiro. Simples assim. 

Wellington Johann. Jornalista na Talk Assessoria de Comunicação e especialista em marketing na internet

Fonte:  Comunique-se


Em busca do assinante perdido
Em três anos a circulação média dos 11 maiores jornais do Brasil somada caiu em 383,4 mil exemplares

Se há um profissional que quase não dorme na estrutura dos jornais, esse notívago atende por gerente de mercado leitor. Por mais anabolizantes que inclua, por mais promoções de preços e degustações, a curva negativa está se acentuando cada vez mais. Segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação), em três anos a circulação média dos 11 maiores jornais do Brasil somada caiu a maravilha de 383,4 mil exemplares. Impresso e digital. Realmente não há como dormir.

O número que bate no bolso dos empresários da comunicação, apesar de duro, deve servir de alerta. Quem ainda não começou a correr contra o prejuízo está perdendo tempo. E se arrisca a fechar. A reinvenção do negócio das comunicações é algo que já deveria estar na ordem do dia de todos, não apenas de quem está com a água pelo nariz.

A boa notícia vem do API (American Press Institute), pelo braço do Media Insight Project: uma pesquisa com 4.100 novos assinantes de 90 jornais americanos traçou um interessante perfil de como renascer das cinzas. Para começar, são nove os motivos para que alguém aceite comprar uma assinatura (digital ou papel):

Efeito Paywall – O número de artigos grátis do paywall poroso não é suficiente para as necessidades informativas;

Caçadores de temas – Gente interessada em ir a fundo em um ou dois assuntos, em geral governo local e esportes;

Engajamento local – Querem saber tudo sobre a cidade e seus habitantes;

Descobridores Sociais-Mobile – Apoiam organizações locais de notícias;

Defensores do bom jornalismo – Assinam como forma de preservar o jornalismo sério;

Mutantes – Gente que acaba de chegar em uma cidade ou que melhorou de vida, e agora pode investir em informação;

Colecionadores de cupons – Algo muito americano, os adoradores de cupons de descontos, que os jornais publicam;

Fã do papel – Em geral pessoas acima de 60 anos, que não consegue acordar sem o cheiro do papel;

Amigos e família – Aqueles que receberam uma recomendação de alguém próximo;

A pesquisa é enorme, cheia de dados interessantes, e merece uma leitura aprofundada. Mas é possível entender que 60% dos entrevistados querem informação local. E 45% aceitaram assinar um produto em função de uma degustação grátis.

Entre os entrevistados, 71% prefere ler o jornal em papel, 26% digital e para 3% tanto faz. Mas de cada 10 assinantes de papel, 7 têm mais de 60 anos, enquanto entre os que preferem digital esse número cai para 57%.

Enfim, a grande conclusão da pesquisa é que o mercado não está morto. Talvez o que não funcione mais é oferecer o mesmo produto antiquado, como os jornais costumam fazer. Ou cobrar por informações irrelevantes no digital. Há gente disposta a pagar. Basta oferecer aquilo que se quer.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CONHEÇA AS DEZ TENDÊNCIAS GLOBAIS DE CONSUMO, SEGUNDO A EUROMONITOR

Por: André Jankavski 

Consultoria britânica divulga relatório anual a respeito da forma de consumo das pessoas. O estilo Millennial ganha cada vez mais espaço

Como será o mundo do consumo em 2018? Segundo a consultoria britânica Euromonitor, a tendência é que o estilo de vida mais livre e menos pautado na posse de produtos ou serviços se consolide cada vez mais. O detalhe: não é somente a geração dos Millennials, aqueles que nasceram após 1985, que está de olho nessa transformação.
Todos os anos, a Euromonitor divulga as tendências de consumo globais. Para 2018, o estilo de vida menos conservador, muito ligado às gerações passadas como a X e a Baby Boomer, não terá tanto espaço. A internet estará no centro de boa parte do consumo, que deverá ser ainda mais pautado na ideia de capitalismo consciente.
Confira, abaixo, as dez tendências globais segundo a consultoria:
1 – Vida limpa
Esqueça aquele consumo desenfreado de outros tempos. O estilo de vida mais “clean” será pauta de boa parte da população, especialmente daqueles mais jovens, que possuem entre 20 e 29 anos. Muitos deles educados e com um curso superior na bagagem, pensam que realmente podem fazer a diferença no mundo – 60% deles acreditam que as suas escolhas impactam diretamente no planeta.
Por isso, essas pessoas estão mais fechadas para hábitos pouco saudáveis, não querem comprar produtos testados em animais e até mesmo recusam álcool. Inclusive, esses jovens preferem ficar em casa relaxando em vez de ir para uma boate durante a noite.
2 – Inquilinos
Esqueça a posse. De acordo com a Euromonitor, uma geração que prefere experiências à posse está ganhando cada vez mais espaço no mercado. A experiência vale tanto quanto um bem. Daí o crescimento de aplicativos como Uber e Airbnb. O estilo de vida mais livre é uma tendência que veio para ficar.
3 – A cultura da reivindicação
O consumo pode ser menor, mas a exigência cresceu – e muito. Com as redes sociais, uma simples reclamação pode resultar em um grande boicote à uma empresa ou marca. Com o crescimento constante do acesso à internet por meio de dispositivos móveis, especialmente smartphones, o “ativismo hashtag” é cada vez mais comum.
A empresa que se recusa a enxergar esse movimento pode ser dar muito mal. Especialmente no Brasil. Por aqui, 80% dos internautas atualizam as redes sociais, ao menos, uma vez por semana. Imagine se for para falar mal de sua marca?
4 – “Está no DNA – Eu sou tão especial”
O tema saúde está cada vez mais em voga na vida das pessoas, ainda mais na internet. Influenciadores e influenciadoras fitness arrematam milhões de seguidores para seus hábitos saudáveis e corpos esculturais. E esse movimento também está fazendo com que as pessoas passem a querer entender melhor o próprio corpo e de onde vieram.
Segundo a consultoria, a busca pelo histórico genético está em evidência. Seja para aqueles que se preocupam com o bem-estar, seja para aqueles que querem entender as suas origens e até aqueles fanáticos pela vida fitness, em busca de resultados mais rápidos.
5 – Empreendedores adaptativos
A rotina de trabalho das 9h às 17h está fadada ao esquecimento. Pelo menos para parte de uma geração, que está disposta a cuidar melhor do seu tempo, mesmo que isso represente maiores riscos. E isso não está reservado somente aos jovens.
De acordo com um levantamento feito pela Euromonitor, 60% dos millennials querem trabalhar de forma autônoma, enquanto 55% da geração X também preferem ter mais liberdade na vida profissional. Os mais conservadores, claro, são os baby boomers: apenas 35% deles aceitariam um trabalho menos tradicional.
6 – “Vejo do meu quarto”
As pessoas não precisam mais sair do próprio quarto para consumirem ou se informarem. Tudo está lá bem próximo, na palma da mão. E não são poucas pessoas com esse acesso: cerca de 90% das gerações X, Y e Z possuem o próprio smartphone. A geração Y, por sua vez, é a que mais usa o celular para consumo: cerca de 55% deles compram por meio do mobile commerce.
Apesar disso, cerca de 47% dos consumidores ainda preferem testar ou ver o objeto pessoalmente antes de comprar. Aí que entra a realidade aumentada. A tendência é que esse tipo de ferramenta seja cada vez mais comum em aplicativos e sites. Por meio de óculos de imersão, o consumidor terá uma experiência mais próxima à realidade por meio do smartphone – mesmo que seja digital.
7 – Consumidores detetives
As pessoas estão mais desconfiadas. O crescimento da disseminação de notícias falsas, assim como o caso de influenciadores digitais fazendo avaliações duvidosas de produtos e serviços, fez com que os consumidores passem a pesquisar melhor antes de realizar qualquer compra. E eles querem consumir de marcas em quem podem ficar.
Cerca de 55% das gerações Y e X compram apenas daquelas marcas que confiam. Para isso, essas empresas precisam estar bem de acordo com os seus valores – esses consumidores estão cansados de retóricas vazias e palavras tranquilizadores. Eles querem, mais do que nunca, a verdade.
8 – Designers digitais
A personalização de produtos está indo para outro nível. O consumo de produtos massificados, que todos têm, não fará mais tanto sucesso assim. Por isso, as pessoas querem personalizar aquilo que compram – elas precisam participar do processo, não serem somente passivas.
E eles não necessariamente querem colocar a mão na massa. Apesar de querem algo feito para eles, preferem algo mais facilitado: uma ferramenta em um aplicativo para escolher a estampa da camisa dele, por exemplo. Mas precisa ser algo somente dele: cerca de 55% dos consumidores entre 15 e 44 anos querem ser visto como diferentes dos outros.
9 – Co-habitação
Para que ter uma casa própria se eu posso alugar? Melhor: para que eu gastar um alto valor em um aluguel, se eu posso dividi-lo com alguém? A tendência de dividir uma casa ou apartamento está crescendo e não somente entre os Millennials. Segundo a Euromonitor, até pessoas mais velhas, acima dos 65 anos, estão buscando dividir o mesmo teto com pessoas que compartilham os mesmos interesses e valores.
Não por acaso, startups já estão de olho nesse mercado. A WeWork, de escritórios compartilhados e que está avaliada em US$ 20 bilhões, está aumentando o investimento no seu braço WeLive. Trata-se de apartamentos que lembram muito dormitórios de universidade. E a empresa não espera pouca coisa desse negócio: a estimativa é que o WeLive represente 21% das receitas da empresa em 2018.
10 – Os sobreviventes
A crise muda a forma como vemos o consumo. Especialmente daqueles que passaram por poucas e boas durante os tempos de recessão. Dez anos após a crise econômica global (que afetou o Brasil anos depois, com uma ajudinha do governo local, e que ainda faz vítimas por aqui), as pessoas estão mais atentas. Muitos, aliás, sequer se recuperaram dos tempos sombrios.
Não à toa, lojas mais baratas estão ganhando mais espaço. Que o digam as cadeiras de atacarejo no Brasil, que viraram as grandes estrelas das redes supermercadistas por venderem produtos ao preço de atacado para o consumidor comum. Nos Estados Unidos não é muito diferente. Cerca de 35% dos consumidores afirmam que continuarão visitando os famosos outlets mesmo após a crise.

Fonte: Consumidor Moderno

Diretor do ‘New York Times’ vê pelo menos mais dez anos de jornal impresso
Grupo já ultrapassou 2,5 milhões de assinantes digitais

POR O GLOBO
14/02/2018 9:41 / atualizado 14/02/2018 10:26



Edições impressas do "New York Times" - Andrew Harrer / Bloomberg

RIO - Poucos dias após a divulgação de um aumento de mais de 50% na receita com assinaturas digitais, o diretor-executivo do “New York Times”, Mark Thompson, afirmou acreditar que o grupo continuará com sua edição impressa nos Estados Unidos por pelo menos mais dez anos. Em entrevista à rede de TV CNBC, ele admitiu que o jornal impresso pode ter um prazo de validade, mas ressaltou que o objetivo do grupo é atender aos leitores da forma que preferirem e que está sendo construído um negócio digital de sucesso.
“Eu acredito (que o jornal impresso terá) muitos anos no futuro, pelo menos dez anos. Não vamos decidir apenas na lógica econômica. Mas a questão chave é que não estamos nos baseando apenas no produto impresso, estamos avançando no digital”, disse Thompson na entrevista.
Na semana passada, o jornal americano divulgou que ultrapassou a marca de 2,5 milhões de assinantes digitais, a maior base entre as publicações de todo o mundo. Nos três meses até dezembro, foram 157 mil novas assinaturas. Foi sob a gestão de Thompson que o “New York Times” passou de um milhão de assinaturas digitais: o fato de a publicação ser em inglês permite que atinja leitores muito além de um único país. As receitas de assinaturas de produtos apenas digitais, incluindo notícias, assim como palavras cruzadas e as receitas culinárias do jornal, aumentaram 51,2%, para US$ 96,3 milhões.
O diretor-executivo do “New York Times” apontou que o projeto é atender aos “fiéis leitores” da edição impressa pelo maior tempo possível, mas que o processo se dá ao mesmo tempo em que se investe nos produtos digitais:
“Nosso desejo é atender às pessoas que querem notícias sérias da maneira que for boa para ela. Temos uma ótima plataforma impressa, ela pode ter um prazo de tempo, pode chegar um momento em que não faça mais sentido econômico, mas nosso plano é continuar servindo nossos leitores fiéis pelo maior tempo possível. Enquanto isso, estamos construindo o negócio digital, para termos uma operação crescente e de sucesso de notícias muito além do impresso. E estamos otimizando isso”.