quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CONHEÇA AS DEZ TENDÊNCIAS GLOBAIS DE CONSUMO, SEGUNDO A EUROMONITOR

Por: André Jankavski 

Consultoria britânica divulga relatório anual a respeito da forma de consumo das pessoas. O estilo Millennial ganha cada vez mais espaço

Como será o mundo do consumo em 2018? Segundo a consultoria britânica Euromonitor, a tendência é que o estilo de vida mais livre e menos pautado na posse de produtos ou serviços se consolide cada vez mais. O detalhe: não é somente a geração dos Millennials, aqueles que nasceram após 1985, que está de olho nessa transformação.
Todos os anos, a Euromonitor divulga as tendências de consumo globais. Para 2018, o estilo de vida menos conservador, muito ligado às gerações passadas como a X e a Baby Boomer, não terá tanto espaço. A internet estará no centro de boa parte do consumo, que deverá ser ainda mais pautado na ideia de capitalismo consciente.
Confira, abaixo, as dez tendências globais segundo a consultoria:
1 – Vida limpa
Esqueça aquele consumo desenfreado de outros tempos. O estilo de vida mais “clean” será pauta de boa parte da população, especialmente daqueles mais jovens, que possuem entre 20 e 29 anos. Muitos deles educados e com um curso superior na bagagem, pensam que realmente podem fazer a diferença no mundo – 60% deles acreditam que as suas escolhas impactam diretamente no planeta.
Por isso, essas pessoas estão mais fechadas para hábitos pouco saudáveis, não querem comprar produtos testados em animais e até mesmo recusam álcool. Inclusive, esses jovens preferem ficar em casa relaxando em vez de ir para uma boate durante a noite.
2 – Inquilinos
Esqueça a posse. De acordo com a Euromonitor, uma geração que prefere experiências à posse está ganhando cada vez mais espaço no mercado. A experiência vale tanto quanto um bem. Daí o crescimento de aplicativos como Uber e Airbnb. O estilo de vida mais livre é uma tendência que veio para ficar.
3 – A cultura da reivindicação
O consumo pode ser menor, mas a exigência cresceu – e muito. Com as redes sociais, uma simples reclamação pode resultar em um grande boicote à uma empresa ou marca. Com o crescimento constante do acesso à internet por meio de dispositivos móveis, especialmente smartphones, o “ativismo hashtag” é cada vez mais comum.
A empresa que se recusa a enxergar esse movimento pode ser dar muito mal. Especialmente no Brasil. Por aqui, 80% dos internautas atualizam as redes sociais, ao menos, uma vez por semana. Imagine se for para falar mal de sua marca?
4 – “Está no DNA – Eu sou tão especial”
O tema saúde está cada vez mais em voga na vida das pessoas, ainda mais na internet. Influenciadores e influenciadoras fitness arrematam milhões de seguidores para seus hábitos saudáveis e corpos esculturais. E esse movimento também está fazendo com que as pessoas passem a querer entender melhor o próprio corpo e de onde vieram.
Segundo a consultoria, a busca pelo histórico genético está em evidência. Seja para aqueles que se preocupam com o bem-estar, seja para aqueles que querem entender as suas origens e até aqueles fanáticos pela vida fitness, em busca de resultados mais rápidos.
5 – Empreendedores adaptativos
A rotina de trabalho das 9h às 17h está fadada ao esquecimento. Pelo menos para parte de uma geração, que está disposta a cuidar melhor do seu tempo, mesmo que isso represente maiores riscos. E isso não está reservado somente aos jovens.
De acordo com um levantamento feito pela Euromonitor, 60% dos millennials querem trabalhar de forma autônoma, enquanto 55% da geração X também preferem ter mais liberdade na vida profissional. Os mais conservadores, claro, são os baby boomers: apenas 35% deles aceitariam um trabalho menos tradicional.
6 – “Vejo do meu quarto”
As pessoas não precisam mais sair do próprio quarto para consumirem ou se informarem. Tudo está lá bem próximo, na palma da mão. E não são poucas pessoas com esse acesso: cerca de 90% das gerações X, Y e Z possuem o próprio smartphone. A geração Y, por sua vez, é a que mais usa o celular para consumo: cerca de 55% deles compram por meio do mobile commerce.
Apesar disso, cerca de 47% dos consumidores ainda preferem testar ou ver o objeto pessoalmente antes de comprar. Aí que entra a realidade aumentada. A tendência é que esse tipo de ferramenta seja cada vez mais comum em aplicativos e sites. Por meio de óculos de imersão, o consumidor terá uma experiência mais próxima à realidade por meio do smartphone – mesmo que seja digital.
7 – Consumidores detetives
As pessoas estão mais desconfiadas. O crescimento da disseminação de notícias falsas, assim como o caso de influenciadores digitais fazendo avaliações duvidosas de produtos e serviços, fez com que os consumidores passem a pesquisar melhor antes de realizar qualquer compra. E eles querem consumir de marcas em quem podem ficar.
Cerca de 55% das gerações Y e X compram apenas daquelas marcas que confiam. Para isso, essas empresas precisam estar bem de acordo com os seus valores – esses consumidores estão cansados de retóricas vazias e palavras tranquilizadores. Eles querem, mais do que nunca, a verdade.
8 – Designers digitais
A personalização de produtos está indo para outro nível. O consumo de produtos massificados, que todos têm, não fará mais tanto sucesso assim. Por isso, as pessoas querem personalizar aquilo que compram – elas precisam participar do processo, não serem somente passivas.
E eles não necessariamente querem colocar a mão na massa. Apesar de querem algo feito para eles, preferem algo mais facilitado: uma ferramenta em um aplicativo para escolher a estampa da camisa dele, por exemplo. Mas precisa ser algo somente dele: cerca de 55% dos consumidores entre 15 e 44 anos querem ser visto como diferentes dos outros.
9 – Co-habitação
Para que ter uma casa própria se eu posso alugar? Melhor: para que eu gastar um alto valor em um aluguel, se eu posso dividi-lo com alguém? A tendência de dividir uma casa ou apartamento está crescendo e não somente entre os Millennials. Segundo a Euromonitor, até pessoas mais velhas, acima dos 65 anos, estão buscando dividir o mesmo teto com pessoas que compartilham os mesmos interesses e valores.
Não por acaso, startups já estão de olho nesse mercado. A WeWork, de escritórios compartilhados e que está avaliada em US$ 20 bilhões, está aumentando o investimento no seu braço WeLive. Trata-se de apartamentos que lembram muito dormitórios de universidade. E a empresa não espera pouca coisa desse negócio: a estimativa é que o WeLive represente 21% das receitas da empresa em 2018.
10 – Os sobreviventes
A crise muda a forma como vemos o consumo. Especialmente daqueles que passaram por poucas e boas durante os tempos de recessão. Dez anos após a crise econômica global (que afetou o Brasil anos depois, com uma ajudinha do governo local, e que ainda faz vítimas por aqui), as pessoas estão mais atentas. Muitos, aliás, sequer se recuperaram dos tempos sombrios.
Não à toa, lojas mais baratas estão ganhando mais espaço. Que o digam as cadeiras de atacarejo no Brasil, que viraram as grandes estrelas das redes supermercadistas por venderem produtos ao preço de atacado para o consumidor comum. Nos Estados Unidos não é muito diferente. Cerca de 35% dos consumidores afirmam que continuarão visitando os famosos outlets mesmo após a crise.

Fonte: Consumidor Moderno

Diretor do ‘New York Times’ vê pelo menos mais dez anos de jornal impresso
Grupo já ultrapassou 2,5 milhões de assinantes digitais

POR O GLOBO
14/02/2018 9:41 / atualizado 14/02/2018 10:26



Edições impressas do "New York Times" - Andrew Harrer / Bloomberg

RIO - Poucos dias após a divulgação de um aumento de mais de 50% na receita com assinaturas digitais, o diretor-executivo do “New York Times”, Mark Thompson, afirmou acreditar que o grupo continuará com sua edição impressa nos Estados Unidos por pelo menos mais dez anos. Em entrevista à rede de TV CNBC, ele admitiu que o jornal impresso pode ter um prazo de validade, mas ressaltou que o objetivo do grupo é atender aos leitores da forma que preferirem e que está sendo construído um negócio digital de sucesso.
“Eu acredito (que o jornal impresso terá) muitos anos no futuro, pelo menos dez anos. Não vamos decidir apenas na lógica econômica. Mas a questão chave é que não estamos nos baseando apenas no produto impresso, estamos avançando no digital”, disse Thompson na entrevista.
Na semana passada, o jornal americano divulgou que ultrapassou a marca de 2,5 milhões de assinantes digitais, a maior base entre as publicações de todo o mundo. Nos três meses até dezembro, foram 157 mil novas assinaturas. Foi sob a gestão de Thompson que o “New York Times” passou de um milhão de assinaturas digitais: o fato de a publicação ser em inglês permite que atinja leitores muito além de um único país. As receitas de assinaturas de produtos apenas digitais, incluindo notícias, assim como palavras cruzadas e as receitas culinárias do jornal, aumentaram 51,2%, para US$ 96,3 milhões.
O diretor-executivo do “New York Times” apontou que o projeto é atender aos “fiéis leitores” da edição impressa pelo maior tempo possível, mas que o processo se dá ao mesmo tempo em que se investe nos produtos digitais:
“Nosso desejo é atender às pessoas que querem notícias sérias da maneira que for boa para ela. Temos uma ótima plataforma impressa, ela pode ter um prazo de tempo, pode chegar um momento em que não faça mais sentido econômico, mas nosso plano é continuar servindo nossos leitores fiéis pelo maior tempo possível. Enquanto isso, estamos construindo o negócio digital, para termos uma operação crescente e de sucesso de notícias muito além do impresso. E estamos otimizando isso”.

Receita anual do The New York Times com assinaturas digitais supera a marca de US$ 1 bi

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O QUE MUDA PARA AS MARCAS COM OS NOVOS ALGORITMOS DO FACEBOOK?

Por: André Jankavski 

No terceiro trimestre de 2017, o investimento das empresas cresceu em redes como Facebook e Instagram. Isso vai continuar?

No início de janeiro, Mark Zuckerberg anunciou mais mudanças no Facebook. Em meio a críticas a respeito da pouca efetividade na luta contra as notícias falsas, o fundador da rede social disse que os algoritmos do Facebook passarão a privilegiar postagens de amigos e familiares. Tudo para aumentar uma maior interação na rede.
Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!
O fato é que essa mudança mexeu com o mercado. No dia após o anúncio, 12 de janeiro, as ações da companhia caíram quase 5%. Mesmo tendo se recuperado um pouco ao longo do tempo, ainda é uma incógnita se o caminho escolhido pelo Facebook dará resultado. E se as empresas aceitarão bem a nova mudança.
Isso porque postagens de empresas, principalmente, devem ser mais raras nas linhas dos tempos das pessoas. Ou seja, o grande motor do faturamento do Facebook – US$ 10,1 bilhões somente no terceiro trimestre do ano passado (último dado divulgado) – pode sofrer um abalo.
E uma pesquisa realizada pela iProspect mostra que o Facebook foi um dos grandes destaques na recepção dos investimentos – ao contrário de um de seus grandes “rivais”, o Twitter. Enquanto a rede de Mark Zuckerberg aumentou em 36% o investimento recebido, o Twitter teve queda de 15%. No Pinterest, a queda foi ainda maior: 35%.
Investimento deve continuar, conteúdo vai mudar
Apesar das mudanças nos algoritmos, o aporte não deve diminuir em um curto e nem médio prazo, segundo estimativa de Rafael Rodrigues, especialista marketing digital da iProspect. O que vai mudar será o formato.
Nos últimos anos, o Facebook adotou uma estratégia de priorizar os vídeos. Não por acaso, houve crescimento de 41% nos anúncios de vídeos dentro da plataforma. Agora, com as interações pessoais entre amigos e parentes na dianteira, as áreas de marketing precisarão se renovar.
Aquelas propagandas que estimularem mais interações e discussões estarão na frente das outras. “O conteúdo vai ser a prioridade e não necessariamente um produto ou serviço”, diz Rodrigues. “A ideia é que os profissionais estejam antenados nas discussões para engajar mais a marca que representam.”
Facebook procura novas opções
Além do Facebook, a empresa de Mark Zuckerberg também olha com atenção para os seus outros produtos, como Instagram e WhatsApp. A primeira já vai caminhando com as próprias pernas – somente nos primeiros nove meses do ano passado, o valor investido na plataforma de fotos superou os 104%.
Já o WhatsApp, que foi adquirido por monumentais US$ 22 bilhões em 2014, ainda tenta encontrar uma fórmula para ser lucrativo. Anteriormente, o aplicativo cobrava US$ 1 por ano para se ter acesso ao WhatsApp. Desde 2016, no entanto, a cobrança foi extinta.
Até agora, o Facebook tenta encontrar uma forma de fazer sua ferramenta dar dinheiro: algumas empresas, por exemplo, começaram a criar SACs e robôs para atender pelo WhatsApp. Nada, contudo, foi disseminado em escala. Ao mesmo tempo, o número de mensagens só cresce: no dia 31 de dezembro houve um recorde de 75 bilhões de mensagens em todo o mundo.
“O WhatsApp acaba sendo uma rede social mais privativa e a forma como as marcas vão entrar nela precisa ser muito bem estudada”, diz Rodrigues, da iProspect. “Se não, pode ter um efeito negativo, de uma publicidade invasiva.”
Fonte: Revista Consumidor Moderno

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Jornal da Noruega mostra que eficácia dos publishers na web está acima dos cliques

As dificuldades de monetização na internet fazem com que cada vez mais publishers invistam em novas prioridades. É o caso do jornal Aftenposten, da Noruega, que há dois anos abandonou a busca obsessiva por cliques e alcance e passou a transformar em informação decisória o resultado que coleta de suas publicações no Facebook, para elevar a base de assinaturas e manter os assinantes engajados. Até a rede social norte-americana formalizar a mudança no seu feed de notícias nesta semana, reduzindo o tráfego de conteúdo jornalístico, o diário vinha obtendo sucesso com suas iniciativas.
"Descobrimos que as curtidas, comentários e compartilhamentos não apresentaram correlação com a nossa eficácia na realização dos objetivos comerciais", escreveram Siri Holstad Johannessen, Sidney Johan Clay Glastad e Marius Thorkildsen, do grupo Schibsted Norway, que publica o Aftenposten, em artigo no site da International News Media Association (INMA). 
O jornal norueguês começou a medir o envolvimento em cada peça de conteúdo compartilhada na internet e a relatar essa informação à equipe editorial por meio de um painel de monitoramento em tempo real. "Isso permite que os jornalistas vejam o sucesso de seus artigos está além do Facebook. Em um painel "insight" todos os textos para paywall foram listados com estatísticas mostrando quantas vendas geraram e por meio de qual canal.
Os executivos afirmaram que, além de permitir a verificação do grau de interesse de cada texto e o quanto esses artigos motivam os leitores a pagar por conteúdo, o modelo deu ao jornal a possibilidade de experimentar novas práticas na conta do Facebook (que alcança 85% dos noruegueses e oferece anúncios nativos adequados ao conteúdo do Aftenposten) sem medo de perder o tráfego.
Ao invés de medir a quantidade de pessoas que cada conteúdo atinge, o jornal preocupa-se em medir quantas vezes pode alcançar possíveis assinantes com uma notícia. A ideia envolver os leitores com conteúdo antes de tentar convertê-los em assinantes. Isso tem garantido ao diário cerca de 200 novas assinaturas por semana.  "Alcançar novas audiências e envolver nossos assinantes foi crucial para definir o tipo de envolvimento no Facebook que é valioso para nós", afirmaram os executivos do Schibsted Norway.

The Washington Post projeta segundo ano de lucratividade e expansão em 2018

O jornal norte-americano The Washington Post, do bilionário Jeff Bezos, prevê que será possível atingir em 2018 o segundo ano consecutivo de lucro e, por isso, projeta a contratação de jornalistas (atualmente são quase 800) e especialistas em tecnologia, além de mais espaço físico para abrigar esse pessoal, informou o site Axios.

A sede do diário, que completou 140 anos em dezembro último, em Washington, será ampliada. "A expansão atenderá a nossas necessidades no próximo ano e acomodará o crescimento antecipado no futuro", disse o editor do jornal, Fred Ryan, em memorando de fim de ano aos funcionários do jornal.
Na nota, o publisher lembrou que o jornal bateu recordes de assinantes, sendo que as assinaturas digitais mais que dobraram desde janeiro e mais que triplicaram desde 2016. Outro ponto destacado por Ryan foram as receitas com publicidade online, que registraram valor histórico e representam uma pequena mas importante vitória em um mercado dominado pelo duopólio formado por Google e Facebook.

    quarta-feira, 3 de janeiro de 2018


    DECEMBER 18, 2017 by Jessica Davies


    The Telegraph wants to grow its registered readers to 10 million. The goal is to shift away from valuing mass-reach audience numbers in favor of building a more loyal readership of logged-in users.
    The benefits of doing so are clear. Advertisers will always want more detailed first-party audience data to improve campaign targeting, and registered users tend to be more ripe for converting into paying subscribers than flyby readers. That’s why there has been a flurry of registered-user drives at publishers such as The Times of London over the last year.
    To get itself to 10 million, the publisher will invest in its newsroom, hiring 39 additional editorial staff. The publisher has identified six areas that it believes will help cultivate registrations and in which it wants to thrive: politics, sports, luxury and lifestyle, business of technology, money and travel.
    “A registered reader — as opposed to an anonymous one — is far more valuable to the business than the vast majority of our audience as it stands now,” wrote The Telegraph’s CEO, Nick Hugh, in a letter to staff.
    The publisher will also restructure teams internally to place its journalists closer to developers, data scientists, analysts and engineers in the office, though it’s not ready to give specific details. New editorial products like newsletters, events and messaging products will follow next year, though details are scant.
    The changes described in Hugh’s message to staff are The Telegraph’s biggest since it dropped its metered paywall model in 2016 in favor of a hybrid model, in which 20 percent of content is behind a paywall and the rest is open-access.

    The Telegraph wouldn’t confirm latest subscriber or registered-user numbers, saying only that they’d grown by some 300 percent four months after dropping the metered paywall. Naturally, both will be much lower than the bulk of its audience that consumes content for free, which was 23 million monthly visitors in October, according to comScore.

    Monetizing digital ads is tough, particularly display, which Google and Facebook heavily dominate. That continued pressure on publishers’ digital ad revenues is causing many to embrace more reader-revenue models. The New York Times has undergone a total pivot to reader revenue, and the Guardian also generates more money from its paying members and donors than it does from advertising. Now, The Telegraph wants a piece of the action.


    Download a preview of a research report available exclusively to Digiday+ members highlighting the biggest challenges for agency executives.

    “The Telegraph has clearly looked at the success of The Washington Post and New York Times and is trying to follow their example: invest in journalism to attract paying members,” said Joe Evans, media analyst at Enders Analysis. “The [six] verticals they’re concentrating on will form the core proposition to get subscribers through the door; then, they can cross-subsidize by serving those readers profitable sponsored content or affiliate links in the high-value categories the editor name-checks: luxury and lifestyle, technology, money and travel.”
    The shift to a product-first quality consumer proposition that motivates logins seems sensible on paper. To entice people to register, and potentially ultimately subscribe, the newspaper will need to do more than ever to stand out against local competitors with equally ambitious propositions.
    “The question is whether the paper can really commit to the strategy. Is 39 new editorial roles much compared to the rounds of layoffs the business has undertaken when it was in cost-minimization mode?” said Evans. “Will they be able to stop worrying about day-to-day traffic numbers? The concern for traffic has led many news outlets to concentrate on entertainment, celebrity and overblown opinion pieces, things which get readers onto the site but don’t convert them to loyal, registered or paying readers, and it will remain very tempting to chase those numbers on a piece-by-piece basis.”
    There has never been more pressure for publishers to prove their own audience data is unique. Likewise, it’s just as competitive for publishers pitching branded content briefs. Therefore, any major difference in approach to areas like platform partnerships and new device innovation attract agency attention.
    “The Telegraph has taken a very different road to the likes of the Guardian, for instance, on its relationship with platforms, and in particular, Apple News, and that helps it stand out,” said Julian Purnell, partnerships and emerging media director at digital media agency Essence. “The fact it’s now gone in early to experiment with the Amazon Echo show is interesting because brands are still unsure of how to tap the smart-speaker space and how to monetize or capture an audience there. The Telegraph could have first-mover advantage there.”

    Fonte: Digiday
    Parte superior do formulário
    GET THE NEWSLETTER

    I'M NOT INTERESTED